A série é uma adaptação da obra clássica da literatura infantil de 1908, Anne of Green Gables, de Lucy Maud Montgomery.
Ambientado no fim do século XIX, o livro conta as aventuras de Anne Shirley, uma órfã de onze anos que, por engano, acaba por morar com dois irmãos de meia idade, Matthew e Marilla Cuthbert. Os dois vivem em uma fazenda na cidade fictícia de Avonlea, na Ilha do Príncipe Eduardo. Inicialmente, eles pretendiam adotar um pequeno garoto, para que este os auxiliasse com os trabalhos braçais.
São seis livros que contam a trajetória de Anne, de sua infância até a vida adulta. Adiante há mais três livros, onde sua participação é menor e o foco fica em seus filhos ou amigos. Há ainda mais dois livros onde Anne é mencionada, e por fim um prequel escrito por Budge Wilson com a autorização dos herdeiros de L. M. Montgomery.
A série foi roteirizada pela escritora e produtora vencedora do Emmy, Moira Walley-Beckett, e é estrelada por Amybeth McNulty como a órfã Anne Shirley.
Lançada em 19 de março de 2017, a série conta com três temporadas, totalizando vinte e sete episódios. Foi cancelada pela CBC no final de 2019.
A primeira temporada consiste em sete episódios, a segunda temporada possui dez episódios e a terceira temporada também possui dez episódios.
A série recebeu críticas positivas e ganhou o Canadian Screen Award de Melhor Série Dramática em 2017 e 2018.
O seriado abordou uma série de questões como orfandade, abandono de crianças, trauma psicológico, e questões sociais como pressão por conformidade, desigualdade de gênero, racismo, homofobia, religião e liberdade de expressão.
Agora, deixando as informações de lado e focando na minha opinião pessoal, posso dizer sem pestanejar que Anne with an E é e sempre será a minha série preferida. Ainda não tive o prazer de ler os livros, mas sei que existem algumas pequenas divergências, como personagens inexistentes nos livros, mas que simplesmente me cativaram na série.
Todo o drama, amadurecimento dos personagens... É simplesmente perfeito!
As locações não são nada menos do que esplêndidas, e a Anne? Impossível não se apaixonar por aquela pequena tagarela.
Devo confessar que talvez meu amor tão grande por essa série tenha alguma ligação com a época da minha vida em que a assisti, mas quanto a isso talvez eu nunca tenha absoluta certeza.
No fim das contas, prometi a mim mesma que a reassistiria ao menos uma vez por ano... E posso afirmar que essa série mudou a minha forma de enxergar o mundo, enfrentar os problemas e tudo mais.
Eu choro até que bem fácil, e com Anne with an E não poderia ser diferente... Eu já comecei chorando desde o primeiro episódio. Óbvio que em alguns eu chorei mais do que em outros, e acho que houveram dois ou três em que eu não chorei, mas sabe aquele choro que depois você sente que lavou a alma? Comigo foi exatamente assim.
É tudo muito natural e fluido e não teve uma atuação sequer que saltasse negativamente aos meus olhos.
Ah, mas nem só de choro vive o espectador de Anne, há muito espaço para todas as emoções possíveis. Você irá se revoltar, irá sorrir, gargalhar, se apaixonar e até mesmo sentir vergonha alheia... Nenhum dos personagens é perfeito, eles são reais demais e até a própria Anne tem uma ou outra atitude que você talvez venha a reprovar. Acho que por isso é tudo tão perfeito.
O cancelamento na terceira temporada gerou bastante revolta entre os fãs, mas confesso que não me incomodou tanto. Lógico que eu adoraria ver mais mil temporadas dessa série maravilhosa, mas o final não deixou a desejar em nada. Hoje em dia há tantas séries que se perdem pelo meio do caminho, ou que o final é simplesmente medonho, e tendo isso em mente o final de Anne with an E foi bem bom (na minha humilde opinião.).
Mas e aí, você já assistiu Anne with an E? O que achou?
Ou ficou com vontade de ver???
Me conta aqui nos comentários, e se quiser me indicar alguma série também, será muito bem vinda!
Três frases da série para você se inspirar:
"Eu não sei você, mas eu de repente estou me sentindo repleta de possibilidades."
“Grandes palavras são necessárias para expressar grandes ideias.”
“Não é o que o mundo reserva para você, mas o que você traz para o mundo.”
