Esse termo tem sido muito utilizado atualmente, mas o quanto de fato as pessoas entendem seu significado? O quanto sua prática é seletiva ou conveniente?
Com origem no termo em grego empatheia, que significava
"paixão", a empatia pressupõe uma comunicação afetiva com outra pessoa e
é um dos fundamentos da identificação e compreensão psicológica de
outros indivíduos.
Empatia é a capacidade psicológica de sentir o que sentiria outra pessoa, caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. É tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar o que sente outro indivíduo.
A
empatia leva as pessoas a ajudarem umas às outras. Está intimamente
ligada ao altruísmo - amor e interesse pelo próximo - e à capacidade de
ajudar, além de auxiliar na compreensão do comportamento alheio em certas situações, assim como o que motiva outras pessoas a tomarem decisões.
Ser empático é se identificar com outra pessoa ou com a situação vivida por ela. É saber ouvir os outros e se esforçar para compreender os seus problemas, suas dificuldades e as suas emoções.
Segundo os psicólogos norte-americanos Paul Ekman e Daniel Goleman, há três tipos de empatia:
1- Empatia emocional: conseguimos sentir e compartilhar do que o outro sente, colocando-nos no lugar do outro.
2- Empatia cognitiva: é caracterizada por se comunicar melhor e entender o pensamento do outro e a razão desses pensamentos e até sentimentos.
3- Empatia compassiva: é o tipo de empatia que ultrapassa o
sentir ou acolher o pensamento do outro, ela faz com que a pessoa
empática ajude o outro efetivamente.
É importante saber que a empatia é um sentimento que pode ser praticado. Confira abaixo cinco formas de treiná-la:
1- Escute.
Para você aprender a identificar e interpretar as emoções alheias,
precisa conhecer as pessoas. Oferecer a sua escuta é o modo
mais eficiente de fazê-lo. Deixe as pessoas falarem à vontade e se
abrirem com sinceridade para conhecer o modo de pensar, os objetivos de
vida e a história delas. Mantenha a atenção nelas, sem a interrupção de celulares ou pequenas distrações.
2- Linguagem corporal.
Analisar a linguagem corporal dos outros vai ajudá-lo a desenvolver a
sua empatia cognitiva. Quando alguém tentar mascarar a sua reação
diante de um acontecimento, você conseguirá perceber pequenos detalhes em
sua expressão e postura que denunciam seus verdadeiros sentimentos.
3- Tente entender, mesmo quando discordar.
Quando alguém discorda do que pensamos, a primeira reação costuma ser
dar de ombros. Às vezes, a discordância de opiniões pode acarretar
discussões. Esses conflitos acontecem porque a maioria das pessoas quer
somente expressar o que pensa, desconsiderando o ponto de vista alheio.
Tente compreender o que leva alguém a discordar de você.
Avalie o que você sabe sobre essa pessoa, como se estivesse à procura de
peças para um quebra-cabeça. A intenção é, na verdade, tentar compreender os fatores que podem ter
influenciado as opiniões, os valores, as crenças e a personalidade do
outro para trazer clareza sobre ele.
4- Pergunte.
Além de ouvir com atenção, fazer perguntas enriquece a sua
compreensão de como as outras pessoas se sentem. Dessa maneira, faça
mais perguntas durante as suas conversas, demonstrando interesse em
conhecer a história do outro.
Não seja invasivo! Não exagere na quantidade de questionamentos nem tente ultrapassar os
limites pessoais do outro.
5- Se imagine no lugar do outro.
Este é um exercício prático que você pode fazer com qualquer pessoa.
Se imagine no lugar do outro, como se vivesse a vida dele e tivesse
passado pelas mesmas experiências. Depois, se questione. O que você
faria no lugar desse indivíduo? Como se comportaria se tivesse as mesmas
preocupações e ansiedades?
Além de lhe fornecer múltiplas perspectivas sobre a vida, esse
exercício é capaz de abrandar as suas opiniões acerca das pessoas.
Muito se fala sobre empatia, mas pouco se pratica. A dificuldade de se colocar verdadeiramente no lugar do outro se equipara a de "Amar ao próximo como a si mesmo" (na minha opinião). Grande parte das pessoas têm dificuldades em se auto descrever, muitas vezes não compreendendo tão bem a si mesmas e tampouco a pessoas de seu convívio diário... Imagine se colocar no lugar do outro.
E não, não é "Se eu estivesse no lugar de fulano faria de tal forma", não se trata de você! Se trata do outro. Ao ser empático você desconsidera as próprias vivências e leva em consideração o outro, assim como sua vida, experiências e a personalidade.
Não é fácil, mas cabe apenas a nós mesmos a busca diária para nos tornarmos seres humanos melhores.
Ser empático não é concordar, "passar pano" ou ser conivente, empatia tem haver com compreensão.
Entender que as outras pessoas tem suas próprias dores e lutas, e que talvez algo que você considere agradável cause sofrimento ao outro.
É importante falarmos sobre a empatia, e a praticarmos o máximo possível...
Pois em um mundo egoísta e egocêntrico, uma das coisas que mais falta é a empatia.
Você se considera uma pessoa empática? Deixe aqui nos comentários a sua opinião acerca desse assunto.
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