sexta-feira, 1 de julho de 2022

Empatia

Esse termo tem sido muito utilizado atualmente, mas o quanto de fato as pessoas entendem seu significado? O quanto sua prática é seletiva ou conveniente?
 
Com origem no termo em grego empatheia, que significava "paixão", a empatia pressupõe uma comunicação afetiva com outra pessoa e é um dos fundamentos da identificação e compreensão psicológica de outros indivíduos.
 
Empatia é a capacidade psicológica de sentir o que sentiria outra pessoa, caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. É tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar o que sente outro indivíduo.
 
A empatia leva as pessoas a ajudarem umas às outras. Está intimamente ligada ao altruísmo - amor e interesse pelo próximo - e à capacidade de ajudar, além de auxiliar na compreensão do comportamento alheio em certas situações, assim como o que motiva outras pessoas a tomarem decisões.

Ser empático é se identificar com outra pessoa ou com a situação vivida por ela. É saber ouvir os outros e se esforçar para compreender os seus problemas, suas dificuldades e as suas emoções.
 
Segundo os psicólogos norte-americanos Paul Ekman e Daniel Goleman, há três tipos de empatia:
 
1- Empatia emocional: conseguimos sentir e compartilhar do que o outro sente, colocando-nos no lugar do outro. 
 
2- Empatia cognitiva: é caracterizada por se comunicar melhor e entender o pensamento do outro e a razão desses pensamentos e até sentimentos. 
 
3- Empatia compassiva: é o tipo de empatia que ultrapassa o sentir ou acolher o pensamento do outro, ela faz com que a pessoa empática ajude o outro efetivamente.
 
É importante saber que a empatia é um sentimento que pode ser praticado. Confira abaixo cinco formas de treiná-la:

1- Escute.
Para você aprender a identificar e interpretar as emoções alheias, precisa conhecer as pessoas. Oferecer a sua escuta é o modo mais eficiente de fazê-lo. Deixe as pessoas falarem à vontade e se abrirem com sinceridade para conhecer o modo de pensar, os objetivos de vida e a história delas. Mantenha a atenção nelas, sem a interrupção de celulares ou pequenas distrações.
 
2- Linguagem corporal.
Analisar a linguagem corporal dos outros vai ajudá-lo a desenvolver a sua empatia cognitiva. Quando alguém tentar mascarar a sua reação diante de um acontecimento, você conseguirá perceber pequenos detalhes em sua expressão e postura que denunciam seus verdadeiros sentimentos. 
 
3- Tente entender, mesmo quando discordar.
Quando alguém discorda do que pensamos, a primeira reação costuma ser dar de ombros. Às vezes, a discordância de opiniões pode acarretar discussões. Esses conflitos acontecem porque a maioria das pessoas quer somente expressar o que pensa, desconsiderando o ponto de vista alheio.
Tente compreender o que leva alguém a discordar de você. Avalie o que você sabe sobre essa pessoa, como se estivesse à procura de peças para um quebra-cabeça. A intenção é, na verdade, tentar compreender os fatores que podem ter influenciado as opiniões, os valores, as crenças e a personalidade do outro para trazer clareza sobre ele.
 
4- Pergunte.
Além de ouvir com atenção, fazer perguntas enriquece a sua compreensão de como as outras pessoas se sentem. Dessa maneira, faça mais perguntas durante as suas conversas, demonstrando interesse em conhecer a história do outro.
Não seja invasivo! Não exagere na quantidade de questionamentos nem tente ultrapassar os limites pessoais do outro.
 
5- Se imagine no lugar do outro.
Este é um exercício prático que você pode fazer com qualquer pessoa. Se imagine no lugar do outro, como se vivesse a vida dele e tivesse passado pelas mesmas experiências. Depois, se questione. O que você faria no lugar desse indivíduo? Como se comportaria se tivesse as mesmas preocupações e ansiedades?
Além de lhe fornecer múltiplas perspectivas sobre a vida, esse exercício é capaz de abrandar as suas opiniões acerca das pessoas.

Muito se fala sobre empatia, mas pouco se pratica. A dificuldade de se colocar verdadeiramente no lugar do outro se equipara a de "Amar ao próximo como a si mesmo" (na minha opinião). Grande parte das pessoas têm dificuldades em se auto descrever, muitas vezes não compreendendo tão bem a si mesmas e tampouco a pessoas de seu convívio diário... Imagine se colocar no lugar do outro.
 
E não, não é "Se eu estivesse no lugar de fulano faria de tal forma", não se trata de você! Se trata do outro. Ao ser empático você desconsidera as próprias vivências e leva em consideração o outro, assim como sua vida, experiências e a personalidade.
 
Não é fácil, mas cabe apenas a nós mesmos a busca diária para nos tornarmos seres humanos melhores.
Ser empático não é concordar, "passar pano" ou ser conivente, empatia tem haver com compreensão.
 
Entender que as outras pessoas tem suas próprias dores e lutas, e que talvez algo que você considere agradável cause sofrimento ao outro.
 
É importante falarmos sobre a empatia, e a praticarmos o máximo possível...
 
Pois em um mundo egoísta e egocêntrico, uma das coisas que mais falta é a empatia.

Você se considera uma pessoa empática? Deixe aqui nos comentários a sua opinião acerca desse assunto.

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